sexta-feira, abril 10

Endometriose: condição que pode comprometer a qualidade de vida das mulheres

A endometriose é uma condição crônica que pode causar dores intensas, especialmente durante o período menstrual, além de impactar a fertilidade e o bem-estar emocional. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença afeta entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva, o que equivale a aproximadamente uma em cada dez mulheres.

Março Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a endometriose, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos adequados. Durante este mês, especialistas e instituições de saúde promovem ações educativas para alertar a população sobre os sintomas e os impactos da doença na qualidade de vida das mulheres.

A Dra. Luana Cruz, ginecologista e obstetra do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo em Barbalha, explica: “Se uma mulher apresenta dores menstruais intensas, dor pélvica crônica, desconforto durante o ato sexual e até mesmo dor ao evacuar, pode estar diante de um quadro de endometriose. A doença ocorre quando o tecido que reveste o útero se espalha para outras regiões, como trompas, ovários e até o intestino.”

Estudos indicam que a predisposição genética tem um papel importante no desenvolvimento da endometriose, sendo mais comum entre parentes de primeiro grau de mulheres diagnosticadas. Embora possa surgir na adolescência, a condição também afeta mulheres acima dos 40 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a endometriose acomete cerca de 176 milhões de mulheres em todo o mundo, sendo mais de 7 milhões no Brasil.

O diagnóstico pode ser um desafio. “Nem sempre os exames iniciais detectam a doença. A ultrassonografia transvaginal, por exemplo, pode não identificar todos os focos. Em alguns casos, a ressonância magnética com preparo intestinal é necessária para uma avaliação mais precisa”, esclarece a Dra. Luana.

O tratamento varia conforme a gravidade dos sintomas. Inicialmente, pode incluir medicação hormonal para interromper temporariamente a menstruação e reduzir a dor. Em casos mais severos, a cirurgia para remoção dos focos de endometriose pode ser necessária. “Se a doença não for tratada corretamente, pode comprometer até a fertilidade da paciente”, alerta a especialista.

Além das abordagens médicas, a adoção de hábitos saudáveis é essencial no controle da endometriose. “Uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividades físicas contribuem significativamente para o alívio dos sintomas”, destaca a médica. Exercícios aeróbicos, como corrida, ciclismo e natação, ajudam no controle da dor e melhoram a qualidade de vida das pacientes.

Com acompanhamento médico adequado e um tratamento personalizado, muitas mulheres conseguem conviver melhor com a endometriose e retomar suas atividades com mais conforto e bem-estar. Durante o Março Amarelo, é fundamental ampliar o debate sobre a doença, incentivar o autocuidado e fortalecer o apoio às mulheres que enfrentam essa condição.

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