segunda-feira, abril 6

20 a 30% dos brasileiros convivem com hipertensão sem saber, aponta especialistas

Foto: Jota Lopes/Agência Caririceara.com
Foto: Jota Lopes/Agência Caririceara.com

A hipertensão arterial, popularmente conhecida como “pressão alta”, ocorre quando os níveis da pressão arterial permanecem elevados de forma contínua. É uma das doenças crônicas mais comuns no Brasil e representa um dos principais fatores de risco para infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), insuficiência renal, além de comprometer outros órgãos, como coração, olhos e cérebro.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a hipertensão afeta de 20 a 30% da população brasileira adulta, e esse percentual tende a aumentar com o avanço da idade e o estilo de vida moderno, marcado pelo sedentarismo, alimentação inadequada, estresse e consumo excessivo de álcool e tabaco. Um dado preocupante é que, muitas vezes, a pessoa convive com a hipertensão sem saber.

“Talvez o grande problema da hipertensão seja que muita gente ainda acredita que ela dá sinais, quando, na verdade, é uma condição que geralmente não causa sintomas. Os primeiros avisos costumam ser justamente as consequências, como um AVC, um infarto, insuficiência cardíaca, problemas renais ou na visão. Por isso, prevenir e diagnosticar precocemente faz toda a diferença”, explica o Dr. Helbert Tomé, médico cardiologista e especialista em arritmias cardíacas do Hospital São Vicente.

Além da herança genética, fatores como obesidade, alto consumo de sal e alimentos ultraprocessados contribuem para o surgimento e agravamento da hipertensão. Porém, atitudes simples no dia a dia podem fazer toda a diferença na prevenção e no controle da pressão alta. “É manter um estilo de vida saudável, praticar atividades físicas regularmente, evitar o excesso de peso, adotar uma alimentação mais equilibrada, controlar o estresse e, claro, aferir a pressão arterial com frequência. Talvez essa seja a mensagem mais importante: mesmo que você se sinta bem, vale a pena medir sua pressão algumas vezes por ano, seja em casa ou na farmácia. É um gesto simples, que pode prevenir problemas sérios no futuro e garantir mais tranquilidade. Lembre-se: cuidar da sua pressão é cuidar da sua vida”, orienta o Dr. Helbert Tomé.

A orientação é que pessoas a partir dos 20 anos façam a aferição da pressão pelo menos uma vez ao ano, e com mais frequência a partir dos 40 anos ou em casos de histórico familiar, excesso de peso ou outros fatores de risco. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de evitar complicações e viver com mais qualidade.

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