
Redação
Agência Caririceara.com
Na próxima quarta-feira (10), os profissionais da educação do município do Crato irão paralisar suas atividades em um movimento unificado em defesa da valorização da categoria e da melhoria das condições de trabalho. A mobilização é organizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais do Crato (SINDSMCRATO) e promete reunir professores, estudantes e membros da comunidade escolar em dois importantes momentos ao longo do dia.
Programação da paralisação
Manhã (08h às 11h) – O movimento terá início com um ato público na Praça Siqueira Campos, no centro do Crato. A manifestação busca dar visibilidade às principais reivindicações da categoria, reunindo profissionais da educação, alunos e representantes da sociedade civil.
Tarde (13h às 17h) – No período da tarde, será realizada uma Aula Magna com o professor Amâncio Pimentel, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (URCA) – Campus Pimenta. O momento formativo visa aprofundar o debate sobre os desafios enfrentados pela educação pública e fortalecer o engajamento da categoria.
Reivindicações da categoria
Durante a paralisação, o SINDSMCRATO irá apresentar uma pauta com reivindicações consideradas urgentes para a melhoria da educação municipal. Entre os principais pontos estão:
Pagamento dos 5% de regência de sala;
Definição de calendário para concessão dos percentuais de regência dos próximos anos;
Publicação da estabilidade dos professores aprovados no concurso de 2020;
Garantia de cuidadores de vida nas unidades escolares;
Adequação das salas de aula superlotadas;
Combate ao assédio moral nas instituições de ensino;
Retorno do professor R3 na educação infantil;
Pagamento do Piso Nacional do Magistério também para professores temporários.
“Um momento histórico de união“, afirma presidente do sindicato
Para o presidente do SINDSMCRATO, Samuel Duarte Siebra, a paralisação representa um marco na luta pela valorização do magistério municipal.
“Estamos firmes na luta, para garantir direitos conquistados e avançar em novas conquistas para a educação do nosso município”, declarou Samuel Siebra.
A paralisação ocorre em meio a um contexto de insatisfação crescente da categoria diante da falta de respostas do poder público às demandas apresentadas. O sindicato espera que a mobilização sensibilize a gestão municipal para a necessidade de diálogo e avanço nas pautas apresentadas.
