
Foto: Agência de Notícias do Amapá/Divulgação
O câncer de ovário é uma das neoplasias ginecológicas mais comuns e representa um importante desafio para a saúde da mulher. A doença pode se originar nos ovários ou nas trompas de Falópio e, muitas vezes, apresenta evolução silenciosa.
De acordo com a Estimativa 2026–2028 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 8.020 novos casos de câncer de ovário por ano, cerca de 24 mil novos casos durante o triênio. No Ceará, são estimados 360 novos casos anuais, ultrapassando mil registros ao longo dos três anos.
A médica do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo (HMSVP), especialista em oncologia clínica, Dra. Sofia Brito, reforça a importância do acompanhamento ginecológico regular e da atenção aos sinais do corpo. “Por ser um câncer silencioso, o diagnóstico é frequentemente feito em estágios mais avançados. Por isso, é fundamental manter as consultas de rotina e ficar atenta a sinais como aumento do volume abdominal, dor abdominal e, em alguns casos, sangramento fora do período menstrual”, explica.
Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão a idade avançada, o histórico familiar de câncer de ovário ou de mama e alterações genéticas específicas, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2.
O acompanhamento médico regular e a investigação de sintomas persistentes são fundamentais para que possíveis alterações sejam avaliadas o quanto antes. Entre os sinais que merecem atenção estão dor ou inchaço abdominal, sensação de saciedade precoce, perda de apetite, fadiga e mudanças no hábito intestinal ou urinário.
*ASCOM
