
O objetivo da ETICE é expandir o atendimento para a totalidade dos 184 municípios cearenses até 2030. Embora o cinturão já alcance todos os municípios – seja por conexão direta ou por meio de parcerias estratégicas com a iniciativa privada –, a meta é ampliar a presença direta da infraestrutura estatal. Já estão previstas ampliações pra Icó e Pedra Branca. Nos casos das parcerias, conhecidas como “última milha”, a ETICE realiza processos licitatórios para contratar empresas que atuam de forma complementar, suprindo áreas onde o cinturão ainda não possui capilaridade própria.
Para manter a competitividade e o pleno funcionamento do projeto, iniciado em 2008 sob a gestão do então governador Cid Gomes, a rede passa por constantes atualizações. Uma das melhorias mais significativas em curso é a quadruplicação da capacidade de tráfego, elevando a velocidade de 100 Mbps para 400 Mbps até o final deste ano. Esse incremento é essencial para acompanhar a crescente demanda por serviços digitais, garantindo maior qualidade e eficiência no acesso à rede.
Segundo o presidente da ETICE, Hugo Fugueiredo, a relevância do Cinturão Digital para o desenvolvimento socioeconômico do Ceará é corroborada por estudos, como o realizado pelo Banco Mundial, que mensurou impactos positivos diretos, especialmente no âmbito educacional, ao viabilizar a conexão de todas as escolas públicas estaduais. “Além disso, a infraestrutura desempenha um papel estratégico na expansão da telefonia móvel. Para a operação das tecnologias 4G e 5G, as torres de transmissão dependem de conexão via fibra óptica para transmitir os dados com eficiência; nesse sentido, o cinturão atua como o suporte fundamental para a oferta de serviços de comunicação em regiões remotas do estado”, explicou.
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