
População da Vila Alta, Parque Recreio, Seminário, Novo Crato, Cacimbas e Franca Alencar relata dificuldades diárias com o abastecimento e cobra providências das empresas responsáveis pelo serviço. Foto: Jota Lopes/Agência Caririceara
Redação – Agência Caririceara.com
Moradores dos bairros Vila Alta, Parque Recreio, Seminário, Novo Crato, Cacimbas e Franca Alencar, no Crato, denunciam os transtornos provocados pela falta recorrente de água nas torneiras. A situação, segundo os relatos da população, tem transformado uma necessidade básica em motivo de preocupação diária e aumentado a indignação de famílias que não sabem mais a quem recorrer para solucionar o problema.
Além da dificuldade para realizar tarefas básicas, como cozinhar, lavar roupas, tomar banho e manter a higiene das residências, os moradores questionam a falta de respostas efetivas diante de um problema que, afirmam, se repete sem uma solução definitiva.
A insatisfação também é direcionada à indefinição sobre qual empresa deve ser procurada para resolver a situação. Entre a SAAEC e a Ambiental Crato, a população demonstra insegurança sobre quem deve assumir a responsabilidade pelo atendimento e pela normalização do abastecimento.
A conta chega em dia; a água, não
O que mais revolta os moradores é o contraste entre a precariedade do serviço e a regularidade das cobranças. Segundo os relatos, as contas mensais de água e esgoto chegam rigorosamente em dia, enquanto o fornecimento de água, essencial à sobrevivência e à dignidade humana, não apresenta a mesma regularidade.
“Não aguentamos mais essa situação. A gente não sabe a quem recorrer, se é à SAAEC ou à Ambiental Crato. O que sabemos é que a conta chega todo mês, sem falhar, mas a água continua faltando”, é a reclamação que resume o sentimento de indignação da população.
Diante do cenário, os moradores cobram esclarecimentos, transparência sobre as responsabilidades das empresas envolvidas e, principalmente, providências concretas para garantir o abastecimento regular nos bairros afetados.
A população quer respostas objetivas: qual é a causa das interrupções, quando o serviço será normalizado e a quem cabe solucionar definitivamente o problema?
Enquanto aguardam uma resposta, famílias continuam enfrentando dificuldades para atender às necessidades mais básicas do cotidiano. Para esses moradores, ter água nas torneiras não é um privilégio nem um favor: é uma necessidade essencial e um serviço pelo qual pagam mensalmente.
O apelo está feito. Agora, a população espera que os responsáveis se manifestem e apresentem soluções, em vez de deixar os moradores à mercê de um problema que compromete a rotina e a qualidade de vida de centenas de famílias.
