sábado, outubro 3

De olho na coluna: especialistas alertam para sinais precoces de escoliose e destacam avanço com colete 3D

Foto: Valéria Alves
Foto: Valéria Alves

Por: Jornalista Valéria Alves

Segundo a OMS, no Brasil mais de 6 milhões de pessoas vivem com a doença. Colete 3d está entre os tratamentos mais modernos

Inclinação da bacia ou assimetria dos ombros, ou outros tipos de desvios, esse são os primeiros sinais da escoliose, doença que afeta mais de 6 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS. A condição afeta pessoas em várias idades, sendo mais comum em crianças e adolescentes.

De acordo com o fisioterapeuta William Torres, docente e coordenador do curso de fisioterapia da Estácio, a escoliose “pode trazer algumas complicações, desde questões de auto-imagem, em crianças e adolescentes que não conseguem estabelecer uma boa relação com o espelho, até questões cardio respiratórias em casos mais graves da doença e a chamada escoliose degenerativa na fase adulta, em curvas acima de 50 graus”.

O ideal é que o tratamento inicie o mais cedo possível, por isso a importância de observar com frequência as mudanças corporais de crianças e adolescentes. “Esses sinais geralmente surgem na fase que chamamos de ‘estirão de crescimento’ e há um risco maior de que a curva escoliótica se agrave rapidamente. A intervenção precoce melhora os resultados”, destaca o docente.

Colete 3d está entre os tratamentos mais modernos e eficazes

Um dos principais mecanismos utilizados para tratamento da escoliose é o colete. Usado pelo menos desde a década de 40, hoje é possível contar com uma versão mais moderna do equipamento: o colete 3d. Feito sob medida para cada paciente, através de escaneamento corporal e impressão 3d. Ele difere de outros coletes ortopédicos por considerar a escoliose como uma deformidade tridimensional, e não apenas no plano frontal.

É indicado para pacientes em fase de crescimento com curvas entre 20 e 45 graus. “A eficácia do colete, segundo os estudos científicos, está muito associado com o tempo de utilização de 18 a 23 horas por dia, o que nós chamamos de full time. Quanto maior o tempo de uso do colete, maior a chance de evitar a progressão da curva, que é essencial para garantir um desenvolvimento saudável da coluna, prevenir complicações futuras e proporcionar maior bem-estar físico e emocional ao paciente”, afirma o Professor William Torres.

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